domingo, 26 de fevereiro de 2012

Ogum Xoroquê

Quem sou eu…
Orixá meji, o que siginifica metade- metade, que é a junção de duas personalidades: à direita, Ogum; e à esquerda: Exu. E essas funções são divididas em 24 horas das quais nas 12 horas do dia, atuante mais para Ogum, e as outras 12 (parte noturna), mais referentes à Exu.
Um orixá africano, oriundo da Nigéria (Africa Ocidental). Minha origem é de Ilé Ifé, cidade sagrada dos yorubás. meu pai é Oranian, fundador místico dessa cidade. Fui caçador, minha origem é milenar anterior ao cristianismo.
Tornei-me redentor da cidade de Irê, tornando-me o Oni de irê. Os Oguns são sete, eu sou o primeiro de uma linhagem nobre, o mais valente, o mais velho, perigoso e mais sanguinário do que os outros.
Jamais devo ser invocado em vão, estou presente em tudo, logo que invocado, imediatamente me apresento. Sou responsável por acidentes com derramamento de sangue. E é sempre necessário cultuar-me e só chamar em caso de oferendas à mim,obrigações, contra demandas, ou extrema necessidadede socorro à algum perigo eminente.
Sendo Ogumexubaráxoroquê que daí se explica uma personalidade terrível da qual possuo de grande justiceiro e justiceiro(com as próprias mãos), o que diferencia minha justiça feita a de Xangô, que é pela a lei, sou o juiz que executa ,e Xangô, o juiz do poder judiciário, o qual setencia.

OGUM XOROQUÊ OU SOROKÊ BARAVAGÃN: Apenas um apelido, pois a palavra significa em português aquele que fala mais alto, soro = falar, ke = mais alto, portanto qualquer orixá pode ser Soroke. Ogúm Soroke ou Xoroquê aqui no Brasil surgiu na realidade da necessidade de um sacerdote que então ele juntou Esú, Oxalá e o próprio Ogum cultuavam Ogúm em um pé de árvore chamado Obogúta uma árvore imensa de tronco grande parecido com a gameleira enfrente a sua casa de axé. Ele plantou essa árvore louvando a essência de Ogún e ali colocou alguns alkidares, pois na África se cultua assim em pé de árvore e ele queria fazer o mesmo. Mas eis que as pessoas iam ao pé desta árvore namorar enfim por ser uma árvore muito grande. Então ele juntou ao plantado que era Ogún uma serie de coisas então colocou um pote grande colocou tridente colocou um pano vermelho e preto e outro branco matou um galo e colocou pendurado nos ferros quando as pessoas viam aquilo tudo corria. Um dia um outro sacerdote perguntou a ele porque tudo aquilo ai ele disse assim: Ogúm xoro-kê o que significa ogúm-xóró-kê Ogúm falou mais alto na verdade está é uma lenda que se originou ao orixá Ogum xoroquê no Brasil por tanto lendas não existe. Então o que seria a ajunção do vermelho preto e o branco? Seria Esú Oxalá, e Ogúm na verdade o nome deste orixá verdadeiramente falando é Baráguiàn, Oní Baráguiãn Oni (Ogún nome verdadeiro de Ogum) Bará (diríamos que seria o espírito de vida) Guiãm (vindo dos céus). Dentro de Itãns (rezas) Baráguiãn tornou Baráguiãn porque usou de irá, mas ao mesmo tempo se arrependeu se temos e nossas vidas essas coisas de ficarmos muito bravos e depois nos arrependermos é trazido desta essência de Baráguiãn ele se revoltou com algumas coisas na criação no Universo e depois se arrependeu. Baráguiãn entrou no subsolo da terra extraindo de uma irá, mas ao se deparar com Oxalá ele se curvou e se arrependeu. Em Olodumare deixou em Baráguiãn o destino diga filho de Olodumares das pessoas no Mundo dentro disso as pessoas confunde-se que ele seja um Exu. Mas não é ele é um Oxalá, mas se fez vingativo, mas ao mesmo tempo benevolente e sábio em suas ações. Baráguiãn anda muito até que se arrependa de seus atos, mas se bem cuidado ele traz a mesma paz que Oxalá. Herança de Olodumare Irá de Esú porque desceu nos sete infernos abaixo da terra e a guerra onde travou sua primeira irá com o orixá Ogum. Vejam quantos nomes tem esse orixá, Oxaguiãn, Baráguiãn, Baravagãn, e o xoroquê Oxaguiãn a palavra é Oxá (sábio, feiticeiro) Guiàn dos céus Bará (nome próprio) Guiãn dos céus Baravagãn (Bará nome contrário, mas próprio) Vágãn (caminhar) que vem do sentido o que vaga o que caminha nas estradas da vida. Juntando todos encontraremos um só Orixá.
” No Brasil, o Senhor Xoroquê, como a entidade é respeitosamente chamada por seus fiéis, apresenta-se alternadamente sob duas formas: durante seis meses do ano, é um Ogum, durante os outros seis meses, é um Exú. Porém estes seis meses não são exatamente o primeiro ou segundo semestre e sim dias alternados. Ou seja, o filho de Ogum Shoroke sente em seu organismo quando Exú esta aflorado ou o Ogum. Somente o filho deste Órixa sabe desta mudança. Um dos motivos dos filhos deste órixa serem considerados irresponsavis, pois nínguem nunca sabe o que ele vai fazer, esta pensando são muito imprevisiveis, nem eles sabem qual vai ser a atitude diante de uma situação. Por isso as pessoas tem que ter muita paciência com os filhos de OGUM SHOROKE. Os Zeladores de Santo quando tem um filho deste Órixa sabe que este filho será aquele que sempre ele pode contar e sempre sabe que de vêz em quando some do “BARRACÃO”, mas sempre volta. Os Zeladores já estão tão acostmado com as atitudes destes filhos que os outros Yaôs do “barracão” acham que estes filhos são os protegidos. Mas não. É que Ogum Shoroke esta sempre a flor da pele e os filhos agem de forma muito parecida do Órixa. Resumindo, os filhos de OGUM SHOROKE são problemáticos. Porém quando OGUM SHOROKE “quizila” com um filho dele. É muito díficil conseguir “agô”. Este filho apanha por um perído de SETE ANOS, QUATORZE e VINTE UM ANOS. Portanto todo o cuidado é pouco. Os filhos de Ogum Shoroke quando apanham de seu pai, apanham de uma forma muito rude em relação aos outros Órixas. OGUM SHOROKE só atende aos pedidos feitos pora YEMANJA ou XAPANAN. Por tanto se você é “raspado e catulado” para este Órixa, tome muito cuidado. Não vacile pois ele te dá quase tudo e toma de você inclusive aquilo que ele não te deu. Os filhos de OGUM SHOROKE consegue tudo com muita facilidade, isto quando esta em dia com seu Órixa. Consegue coisas impossiveis que ele nunca imaginou conseguir, coisas materiais e espirituais. Porém tem estar em dia com todas as “obrigações” relacionado ao Órixa. “

TRADICIONALMENTE, PARA O POVO YORÙBÁ, ÒGÚN É SIMPLESMENTE ÒGÚN. NÃO HÁ QUALIDADE PARA ÒRÌSÀ. UM ÒRÌSÀ PODE RECEBER VÁRIOS TÍTULOS, EM DECORRÊNCIA DE SEUS FEITOS, OU COM AQUILO COM QUE ELE POSSA EST,AR RELACIONADO. PARA O CASO DE ÒGÚN ELE PODE RECEBER VÁRIOS TÍTULOS COMO: ONÍRÉ (SENHOR DA CIDADE DE IRÉ), OLÓÒBE ( SENHOR DA FACA), ALÁÀDA MÉJÌ (SENHOR DAS DUAS ESPADAS – FACÕES), ALÁÀGBÈDÈ (SENHOR DA FORJA), E MUITOS OUTROS, MAS ELE NUNCA DEIXA DE SER U,M ÚNICO ÒGÚN, SEMPRE COM O MESMO CARÁTER. SEMPRE O ELEMENTO IRIN (FERRO – MINERAL) DA NATUREZA, PORTANTO DE ÀSE DÚDÚ. ESTE HÁBITO ESTÁ NA CULTURA YORÙBÁ, QUE DÁ VÁRIOS TÍTULOS PARA UMA MESMA PESSOAS, POIS NESTA CULTURA AS PESSOAS NÃO GOSTAM DE REVELAR SEU,S VERDADEIROS NOMES, POIS CRÊEM QUE, EM POSSE DO VERDADEIRO NOME DE UMA PESSOA, PODEREMOS TER DOMÍNIO SOBRE ELA. ASSIM, EM UMA FAMÍLIA YORÙBÁ, PODEREMOS ENCONTRAR UMA SÓ PESSOA COM MAIS DE DEZ TÍTULOS. UM DADO PELO AVÔ, OUTRO PELA AVÓ, OUTRO PELA MÃE, E A,SSIM POR DIANTE. SENDO QUE, O VERDADEIRO NOME DESTA PESSOA, SÓ OS DE EXTREMA CONFIANÇA SABERÃO.
OGUM XOROQUÊ É UMA CRIAÇÃO DOS CULTOS AFRO-BRASILEIROS DO CANDOMBLÉ (JEJE-DAOMETANO MESCLADO AO NÀGÓ -YORÙBÁ ) E UMBANDA. NÃO É DE RAIZ PURAMENTE YORÙBÁ. (NO,TE A GRAFIA OGUM XOROQUÊ) NO IDIOMA YORÙBÁ NÃO EXISTEM AS LETRAS ” X E Q ” , MAS COM O ” SOM ” DELAS TEMOS O ” S ” E O ” K ” . MUITAS ÌTÒN (LENDAS) YORÙBÁ DE ÒGÚN CONTAM REALIZAÇÕES E FEITOS QUE ESTA DIVINDADE EXERCEU NO ALTO DE MONTANHAS. DAÍ O TÍTULO SO,RÓKÈ. TENHO A EXPLICAR : SE = FAZER, AGIR + ORÒ = COSTUME, HÁBITO + ÒKÈ = MONTE, MONTANHA, COLINA, TOPO, LUGAR ALTO. TEREMOS SORÓKÈ = “ACOSTUMADO A AGIR NA MONTANHA”. COMO TAMBÉM PODE SIGNIFICAR “PESSOA QUE ESTÁ EM UM LUGAR ALTO” UM TÍTULO PARA O MESMO ÒG,ÚN DE SEMPRE, UM GRANDE ODE QUE GOSTARIA DE RECEBER SUAS OFERENDAS NO TOPO DA MONTANHA.
PORÉM, OS CULTOS AFRO-BRASILEIROS, FIZERAM DE OGUM XOROQUÊ UMA OUTRA DIVINDADE ” MEIO OGUM MEIO EXÚ “, TRATADO COMO UMA DAS MUITAS DIVINDADES “META-META”, TENDO ESTE,TERMO O SIGNIFICADO DE “METADE-METADE”. EM YORÙBÁ “MÉTA-MÉTA” QUER DIZER “DE TRÊS EM TRÊS” POIS “MÉTA” É O NUMERO TRÊS. À XOROQUÊ É DADO ENORME VALOR, VISTO O POTENCIAL DE REALIZAÇÃO QUE EXÚ E OGUM POSSUEM NESTES CULTOS E, ESTE POTENCIAL, DAS DUAS DIVINDA,DES, ESTARIAM SOMADOS NESTA “QUALIDADE” DE OGUM, O XOROQUÊ. UM GRANDE POTENCIAL DE REALIZAÇÃO PARA AS OFERENDAS, UM POTENCIAL MUITO GRANDE PARA “QUEBRAR DEMANDAS”, UM PODER DE VINGANÇA ENORME, E MUITOS OUTROS VALORES A MAIS, TUDO ISSO ESTARIA ONDE O FILHO, DE XOROQUÊ COLOCASSE SUAS MÃOS. PORTANTO, ESTA CRENÇA FAZ COM QUE TODOS VENHAM A DESEJAR TER UM FILHO DE XOROQUÊ EM SUAS CASA DE SANTO. MAS, PORQUE ÈSÙ TEM SEU PRÓPRIO CARÁTER, E ÒGÚN O DELE, HÁ DIVINDADE QUE SOME DUAS PERSONALIDADES. OU SEJA, ÈSÙ É DO ELEMENTO INÓN (FOGO) DE ÀSE PUPA, MAS SÓ ELE PODE SOMAR OS TRÊS ÀSE – FUNFUN, DÚDÚ, PUPA – OUTRA DIVINDADE NÃO PODE SOMAR ÀSE, OU TER MAIS QUE UM. OBSERVE A IMPORTÂNCIA DE ÈSÙ.
- SÓRÒKÈ -
É um Òrìsá das terras GEGE, um tipo muito perigoso. Dizem que foi amaldiçoado por seu pai e sua mãe.
Conta a lenda que um vulcão entrou em erupção e SOROKÈ pulou de dentro dêle, em forma de fogo.
É o senhor da noite, vive nos cantos das encruzilhadas, castigando os que por ali passam e profanam as oferendas ali colocadas. É o Òrìsá da vingança, pois seu temperamento é muito forte.
Tem que ser feito no domínio do pai, VILA MAVUMBE, e ambos no domínio da mãe, APANDÁ. Faz-se o ÈSÙ, escravisado por ÒGÚN, tendo que assentarÒSUN. Não pode ser feito dentro do barracão. Tudo é duplo, até o QUELÊ. São dois assentamentos, um de ÈSÙ, sem massa e outro de ÒGÚN, com massa, sôbre o ÈSÙ. Dança-se para ÈSÙ, ÒGÚN e ÒSUN.
ORÍKÌ
ÒGÚN pèlé o. ÒGÚN, alákáyé, osìn ímolè. ÒGÚN alada méji. O fi òkan ye oko. O fi òkan ye ona. Ojó ÒGÚN ntókè bò. Aso iná ló mu bora, ewu ejè lówò. ÒGÚN edun olú irin. Awònye òrìsà tií bura re sán wònyìnwònyìn. ÒGÚN ONIRE alagbara. A mu wodò, ÒGÚN si la omi logboogba. ÒGÚN lo ni aja oun ni a pa aja fun. Onílí ikú, olódèdè màríwò. ÒGÚN olónà ola. ÒGÚN a gbeni ju oko riro lo, ÒGÚN gbeni o. Bi o se gbe Akinoro.
TRADUÇÃO:
Ogun eu te saúdo. Ogun senhor do universo, lorde dos orixás. Ogun dono de dois facões. Usou um deles para preparar a horta e o outro para abrir caminho. No dia em que Ogun vinha da montanha ao invés de roupa, usou fogo para cobrir-se e vestiu roupa de sangue. Ogun, a divindade do ferro, orixá poderoso, que se morde inúmeras vezes. Ogun Onire, o poderoso. O levamos para dentro do rio e ele, com seu facão, partiu as águas em duas partes iguais. Ogun é o dono dos cães e para ele sacrificamos. Ogun, senhor da morada da morte, o interior de sua casa é enfeitado de mariwo. Ogun, senhor do caminho da prosperidade. Ogun, é mais proveitoso ao homem cultua-lo do que sair para para plantar Ogun. Apoie-me do mesmo modo que apoiou Akinoro.
SUAS ERVAS
- Eucalípto, umbaúba, comboatá, chapéu de couro, capim limão, cordão de frade, folhas de manga espada, pé de pinto, vence demanda, abre caminho, peregum, dandá da costa.
Exu que serve diretamente à este Ogum: Exu Tranca Ruas Almas do Cruzeiro
Por vezes somos seis meses guerreiro e herói.
Por vezes somos seis meses justiceiros e mal compreendidos.
Por vezes somos seis meses alguém que juramos conhecer.
Por vezes somos seis meses alguém que nem sequer sabíamos que éramos.
Por vezes somos Ogum Xoroquê.
Diante das adversidades da vida somos únicos e ao mesmo tempo somos todos.
Compreender quem somos é transformar nosso caminho em vitórias e sucessos.
Construímos a cada dia nossa realidade e a cada momento nossa personalidade.
OGUM-XOROQUE – SÒRÒKÈ
Tradicionalmente, para o Povo Yorùbá, Ògún é simplesmente Ògún. Não há qualidade para Orixá. Um orixá pode receber vários Títulos, em decorrência de seus feitos, ou com aquilo com que ele possa estar relacionado. Para o caso de Ògún ele pode receber vários Títulos como: Oníré (Senhor da Cidade de Iré), Olóòbe (Senhor da Faca), Aláàda méjì (Senhor das duas espadas facões), Aláàgbèdè (Senhor da Forja), e muitos outros, mas Ele Nunca deixa de ser um único Ògún, sempre com o mesmo caráter. Sempre o elemento irin (ferro mineral), da Natureza, portanto de axé dudu. Este hábito está na Cultura Yorùbá, que dá vários Títulos para uma mesma pessoa, pois nesta cultura as pessoas não gostam de revelar seus verdadeiros nomes, pois crêem que, em posse do verdadeiro nome de uma pessoa, poderemos ter domínio sobre ela. Assim, em uma família Yorùbá, poderemos encontrar uma só pessoa com mais de dez Títulos. Um dado pelo Avô, outro pela Avó, outro pela Mãe, e assim por diante. Sendo que, o verdadeiro nome desta pessoa, só os de extrema confiança saberão.
Bom, mas estamos aqui para falar algo sobre Xoroquê. Ogum Xoroquê é uma criação dos Cultos Afro-Brasileiros do Candomblé (gêge mesclado ao Nagô Yorùbá), e Umbanda. Não é de Raiz puramente Yorùbá. (note a grafia Ogum Xoroquê) No idioma Yorùbá NÃO EXISTEM AS LETRAS “X e Q”, mas com o “SOM ” delas temos o “S” e o “K” Muitas ìtòn (lendas), Yorùbá de Ògún contam realizações e feitos que esta divindade exerceu no alto de montanhas. Daí o Título Xorókè. Como também pode significar “Pessoa que está em um lugar alto” Um TÍTULO para o mesmo Ògún de sempre, um grande Ode que gostaria de receber suas oferendas no topo da Montanha. Porém, os cultos afro-brasileiros, fizeram de Ogum Xoroquê uma outra divindade “Meio Ogum Meio Exu”, tratado como uma das muitas divindades “meta-meta”, tendo este termo o significado de “metade-metade”. Em Yorùbá “méta-méta” quer dizer “de três em três” pois “meta” é o numero três. A Xoroquê é dado enorme valor, visto o potencial de realização que Exu e Ogum possuem nestes Cultos e, este potencial, das duas divindades, estariam somados nesta “qualidade”, de Ogum, o Xoroquê. Um grande potencial de realização para as oferendas, um potencial muito grande para “quebrar demandas”, um poder de vingança enorme, e muitos outros valores a mais, tudo isso estaria onde o filho de Xoroquê colocasse suas mãos. Portanto, esta crença faz com que todos venham a desejar ter um filho de Xoroquê em suas Casa de Santo.
Mas reafirmo, a Cultura Yorùbá não tem uma divindade com duplo caráter, não digo em tom pejorativo, mas porque Exu tem seu próprio caráter, e Ògún o dele, e não há divindade que some duas personalidades. Ou seja, Exu é do elemento inón (fogo), de axé pupa, mas só ele pode somar os três axé funfun, dudu, pupa, outra divindade não pode somar axé, ou ter mais que um. Observe a Importância de Exu.
Diga sempre estas frases para Ògún, pois o agrada muito, e principal, ELAS SÃO A PURA EXPRESSÃO DA VERDADE:
Bi omodé bá da ilè, (Uma pessoa pode traír tudo na Terra), Kí o má se da Ògún. (Só não deve traír Ògún).
Ogum tinha muita afinidade por Exu seu irmão mais velho. Aventureiros os 2 sempre andavam juntos Ogum dono dos caminhos e Exu as encruzilhadas Ogum e Exu também tinham fundamentos com os minérios (esse domínio também e descrito em Cuba), Ogum era um jovem guerreiro. Uma vez ao voltar de uma caçada não encontrou vinho de palma (ele devia estar com muita sede), e zangou-se de tal maneira que irado subiu a um monte ou montanha e Xoroquê (gritou Ferozmente ou cortou cruelmente do alto da montanha ou monte), cobrindo-se de sangue e fogo e vestiu-se somente com o mariwo, esse Ogum furioso chamado agora de Xoroquê, foi para longe para outros reinos, para as terras dos Ibos, para o Daomé, ate para o lado dos Ashantis, sempre furioso, Guerreando, lutando, invadindo e conquistando. Com um comportamento raivoso que muitos chegaram a pensar tratar-se de Exu zangado por não ter recebido suas oferendas ou que ele tivesse se transformado num Exu (talvez seja por isso que chegue a ser tratado como sendo metade exu por muitos do candomblé). Antes que ele chegasse a Ire, um Oluwo que vivia lá recomendou aos habitantes que oferecessem a Xoroquê, um Aja (cachorro), Exu (inhame), e muito vinho de palma, também recomendou que, com o corpo prostrado ao chão, em sinal de respeito recitassem o seus orikis, e tocadores tocassem em seu louvor. Sendo assim todos fizeram o que lhes havia sido recomendado só que o Rei não seguiu os conselho, e quando xoroquê chegou foi logo matando o Rei, e antes que ele matasse a população Eles fizeram o recomendado e acalmaram Xoroquê, que se acalmou e se proclamou Rei de Ire sendo assim toda vez que xoroquê se zanga ele sai para o mundo para guerrear e descontar sua ira chegando ate a ser considerado um Exu e quando retorna a Ire volta a sua característica de Ogum guerreiro e vitorioso Rei de Ire. Agora a cantiga (vou escrever apenas como se pronuncia no português e a sua tradução), “Akoro ba agada e ogum ba agada e mariwo ogum meji, Ogum Xeroque, Ogunjab Ogum ba agada e Ogum ba agada” (O senhor do akoro protege derrubando o inimigo, Ogum protege abatendo seu adversário com um golpe e veste mariwo ogum meji, Ogum xeroque, Ogunja Ogum protege abatendo seu inimigo com um golpe).
Algumas alterações no Idioma Yorùbá transcrito na mensagem anterior, podem ser efetuados, melhorando um pouco:
Ogum usa dois (em referencia a Ele ser Aláàda Méjì Sr. dos dois facões), Ògún Xorókè, Ògún grita do alto da montanha Ògúnjá Ògún guerreia (luta). Ogum usa dois (em referencia a Ele ser Aláàda Méjì Sr. dos dois facões), Ògún Xorókè, Ògún grita do alto da montanha Ògúnjá Ògún guerreia (luta).

Seguidores