domingo, 29 de maio de 2011

CIGANA CRISTAL

A respeito da Cristal- sabemos que é uma grande Falange desta Cigana
a quem trato de Eliana, é uma Cigana menina, que desencarnou por conta de uma grave infecção generalizada, desde cedo.

A partir dos nove anos de idade, Cristal tinha vidências e previa o futuro, muitas vezes desastrosas das pessoas que a cercavam.

Até os vinte e dois anos de idade, viveu o tormento dessa Mediunidade, morando e vivendo em vários lugares.

Considerando seu apreço à beira mar e as àguas dos rios.

Seus Médiuns geralmente são pessoas sencinveis, medrosas e sujestionadas.

Quem carrega a Cigana Cristal, deve se preocupar em trabalhar a alta estima, pois são muito influenciada, pela opinião de quem as cercam.

Quanto ao seu Clã, Ela mesmo não se permite falar.

Daí Ela canta assim:

Foi numa noite de lua
Noite de lua cheia
Ele seduziu a mulher
E a mulher a Ele se entregou
Antes que a lua se deitasse no horizonte
Antes que o dia amanhecesse
Iniciaram a minha existência
Mas como não se amavam
Me fizeram
Sou filha da paixão
E vivo a paixão

Sem perfume vêm do mato, das ervas que seduzem.

Sua cor preferida é o rosa, suas jóias sempre prateadas ou de ouro branco, com pedras de topázio.

Amados, estou falando da Cristal, que conheço, não querendo dizer com isso, que conheço todos os Espíritos da Falange da Cigana Cristal.

PELO ESPIRITO PHILLERMON - TRANSCRITO PELO MÉDIUM ALEX DE OXÓSSI

CIGANO PEDROVICK

É um cigano guerreiro, que desmancha magias negativas, adora o azulão e sempre traz na mão uma pena de pavão. Essa ave é a preferida desse cigano. Quando o pavão arma sua cauda, ele diz:

- Está desmanchada a magia negativa.

Sua fruta predileta é a manga-espada; é com ela que faz suas magias. Pedrovik tem um jogo que poucos conhecem: com quatro caroços de manga, ela fala do passado, presente e do futuro.

O cigano Pedrovik adora contemplar o Sol.

Ele tem uma reza que afasta os inimigos do caminho. Pedrovik não perdoa a quem ofende seus amigos – á ai que ele se torna possesso.

Do caroço da manga, ele faz um pó que sopra quando o vento é forte- essa é a magia contra os inimigos.

O cigano Pedrovik tem um mistério ligado à gruta de são Bartolomeu, onde estão o fundamento e a magia da mãe-cobra que é o arco-íris.

As pessoas que moram em São Salvador sabem certinho onde é esse lugar.

Retirado do Livro: Mistérios do Povo Cigano

Autoras: Ana da Cigana Natasha

Edileuza da Cigana Nazira

CIGANA SUNAKANA

A rainha Sunak é a rainha do ouro.

Usa saia feita com lenços das cores amarelo-claro, amarelo-ouro e amarelo-queimado.

Usa uma flor amarela natura ou rosas amarelas de pano, com brilho.

Sua tiara, que sai da altura das orelhas e faz um circulo em volta da cabeça, é uma trança de fitas em vários tons de amarelo, com fitas amarelas penduradas.

No pulso esquerdo leva um lenço semelhante a essa trança.

Uma blusa amarelo-claro, de mangas bufantes e com um babado em pontas no decote.

Leva um pandeiro enfeitado de fitas amarelas.

Suas jóias são um cordão com moedas amarelas penduradas, muitas pulseiras e anéis, uma argola de ouro e no tornozelo, uma corrente de ouro com um topázio

Essa cigana tem olhos castanhos esverdeados e cabelos castanhos claros cacheados.

Sua pele é morena clara, tem as mãos bem longas com dedos compridos e usa unhas longas e sempre bem cuidadas, não pintadas de vermelho, e, sim, de rosa claro.

Essa cigana é a dona das patacas (moedas) de ouro.

É protetora do ouro e da barriga das mulheres. Em Cuba, existe uma procissão de Nossa Senhora de lá Regra, onde Sunakana foi batizada nos rituais ciganos.

Seu dia é 08 de maio e ela é uma das favoritas de Santa Sara.

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

CIGANA DALILA E CIGANO MICHEL

 CASAL CIGANO

DALILA

Dalila....era uma bela cigana. Prometida a Michel desde o nascimento.

Viveu e morreu por ele.

Conhecedora das cartas e do futuro.

Não conseguiu prever o seu próprio destino.

Amada por todos e por Mauro, irmão de Michel .

Dalila não aceitava seu amor e viu a morte de Mauro nas cartas.

Prometida a Michel , o perdeu no dia do casamento

O jovem cigano foi ferido mortalmente vitima de uma tocaia de seus desafetos..

Porém...perto do fim..

.Michel e Dalila uniram o sangue e encontraram-se na espiritualidade

MICHEL

Homem de muitas mulheres, Michel perdeu a vida pelos seus deslizes.

O preferido do pai...era invejado pelos irmãos.

Estava escrito nas cartas,

Que não era de Mauro o irmão mais velho, o reino dos ciganos...

Duvidaram, mas estava escrito

Enfim o jovem Michel...esqueceu as mulheres e as noitadas

E tornou-se um verdadeiro cigano, após a morte do irmão mais velho

Que ele lutara para salvar.

Mas morrera em seus braços

Porém...pouco tempo teve ele para reinar...

Seu passado o perseguiu e a morte o encontrou.

Porém ele pode dizer a cigana que seu desejo era viver com ela para sempre

E assim fazem eles, vindo ao terreiro unidos pelo amor e pela fé.

Amigos, sou suspeito para falar dessas duas entidades de luz, mas só quem viu pode afirmar a pureza desta incorporação.

Eles chegam de mãos dadas, atendem seus filhos e partem como vieram, de mãos dadas.

Que Santa Sara continue iluminando o casal cigano

Psicografado pela medium Patricia Cavazzana da Silva

(Obrigado irmão  Gil por sua ajuda)

CIGANOS PABLO E THINNA

Essa é a mais linda e pura história que uniu
para sempre duas almas que, por um
imenso e eterno amor, jamais irão se separar...
Este amor tem a força de ultrapassar todas as fronteiras
pois nem a distância, o tempo e o esquecimento,
jamais terão forças para separá-los...

Pablo e Thinna se tornaram perante toda a aldeia e tribos
ciganas daquelas redondezas, os dois mais apaixonados amantes.
Este amor, puro como a luz do sol e a ternura da lua,
ultrapassou as fronteiras do tempo e da distância
entre os dois, permanecendo vivo até hoje, mesmo
estando Thinna nesse momento, encarnada entre nós
e Pablo, no plano espiritual.

De agora em diante, todos nós faremos uma maravilhosa
viagem guiados pela luz do sol e o brilho das estrelas,
para também fazermos parte desta linda estória
e sentirmos no peito, a força desse amor eterno...

Psicografado por Adilson Rocha

CIGANA IRIS

Esta cigana faz sua magia com as maçãs vermelhas.
Quando joga suas patacas(radem ou moedas), precisa ter uma maçã cortada em quatro partes.
É com esta maçã que ela confirma suas previsões.
A cigana Íris usa sempre um lenço vermelho noelos: é com este lenço que forra a terra para jogar as suas patacas.

Íris adora a cor vermelha, diz que é a força ardente das paixões, do amor e do sangue que corre nas veias dos seres humanos para que eles sobrevivam no planeta Terra.

Esta cigana tem um certo mistério, de que infelizmente não podemos falar.

Quem tem essa cigana, precisa tomar muito cuidado, pois foi da maçã que veio o pecado original da humanidade.

Ela não gosta de mentiras e não admite que as pessoas finjam estar incorporando seu espirito; quando isso acontece, dias depois a pessoa começa a ter dores de cabeça, tonteira e outros problemas de saúde.

Cuidado a meiguice da Íris, pois ela é perigosa quando está irada.

Cigana da saia estampada, seu saquinho contém 17 moedas antigas
amarelas, um rubí, que é seu cristal vermelho, e uma estrela de cinco pontas.

No braço, traz 17 pulseiras douradas e, nas orelhas, argolas dourados. Seu cordão contém 17 moedas pequenas penduradas.

É a cigana do jogo das patacas(moedas): tira o lenço vermelho da cabeça e coloca-o como toalha para jogar as moedas.

Sua fruta predileta é a maçã e a champanghe é sua bebida referida;
gosta de rosas vermelhas e fitas vermelhas penduradas no cabelo.

Seu pandeiro tem fitas e moedas penduradas.

Sua magia é feita com doce de maçã e maçã crua.

Suas oferendas são sempre colocadas em morro que tenha muito verde, no local mais alto; levam sempre maçã vermelha.

Sempre que uma pessoa levar maçã para ela, deve levar junto uma rosa vermelha; passe-a pelo corpo e jogue do alto do morro para baixo. pedindo que ela tire tudo de negativo de sua vida.

O banho de purificação que essa cigana ensina é feito com folha de maçã quinada, a maçã picadinha ou a casca de maçã.

Ela usa muito a simpatia da maçã para o casamento.

Retirado do Livro Mistérios do Povo Cigano de Ana da Cigana Natasha e Edileuza da Cigana Nazira E Como descobrir e cuidar dos ciganos dos seus caminhos de Ana da Cigana Natasha

CIGANO BORIS

Boris é um cigano de cabelos grisalhos, com bigode e barba cerrada, moreno e de olhos verdes.

Usa calça azul-marinho e blusa branca.

Não dispensa seu colete de veludo vermelho e seu chapéu branco.

Quando fez a passagem para o plano não era mais um jovem, mas um ancião.

Ele era o conselheiro do seu grupo; foi Kaku (mago, sábio), que acabou seus dias só neste planeta.

Quando chega à Terra, ele pronuncia as seguintes palavras:

“Já fui novo, hoje sou velho;
já fui vencido e já venci;
já caí e me levantei;
já tive fome e me alimentei;
já chorei e já sofri;
já fui triste, hoje sou alegre;
já tive corpo, hoje sou um espírito;
já tive mulher, e no fim da vida vivi só.
Hoje tenho todos vocês em um só ideal.
Venho para ajudar, para lutar e retirar
barreiras dos caminhos para vocês
passarem.

Sou um espírito cigano igual a
outro qualquer, não sou melhor nem pior;
sou o cigano Boris que acabou de chegar.”

Nesse momento, ele pede um cálice de vinho tinto rascante e

oferece a cada assistente um gole, dizendo:

“Que este gole seja o remédio para solucionar
seus problemas e que, ao se misturar com seu
sangue, o purifique e leve ao seu cérebro a
calma e a paz para seu dia-a-dia.”

RETIRADO DO LIVRO COMO DESCOBRIR E CUIDAR DOS CIGANOS DOS SEUS CAMINHOS – AUTORA: ANA DA CIGANA NATASHA – EDITORA PALLAS

CIGANA NAJARA

Vinha um homem montado em seu cavalo, no seu passeio costumeiro, naquela planície verde e linda, quando, num certo local, seus olhos viram uma mulher de cabelos longos, negros da cor de azeviche, olhos pretos e grandes, lábios muitodos, mas de um rosado natural, e pele muito clara fazendo contraste com a cor dos cabelos. Ela sorriu; ele aproximou-se e perguntou:
- Qual é o seu nome?
Ela respondeu: Sou Najara.
Desde este momento, o cavalheiro interessou-se pela moça. E, desde então, lá estava ele, todos os dias, naquele mesmo horário, ao nascer do Sol.
Depois de muitos dias, começou um romance entre o cavalheiro e a moça. Passado o tempo, ele disse para ela:
_ Querida, tenho de fazer uma viagem. Não sei se volto ou não.
Najara pegou sua mão e disse:
_ Nunca mais você vai me ver. O nosso amor foi muito bonito, mas irei perdê-lo.
Tirou uma moeda do seu colar e disse:
_ Leve isto, pois esta moeda é eterna, mas eu não sou.
O cavalheiro afastou-se. Najara olhou para o Sol e disse;
_ Lua de fogo, és a quentura que aquece a Terra. Obrigada por aquecer minha alma.
O tempo passou. O cavalheiro voltou e começou a procurar aquela moça tão linda. Quando avistou um lenhador, perguntou-lhe:
_ Conhece uma moça clara, de cabelos negros e olhos pretos, cujo nome é Najara?
O lenhador assustou-se com a pergunta. O cavalheiro insistiu e o lenhador disse:
_ O senhor está falando de Najara, a cigana, que lia o passado, o presente e o futuro. Senhor, essa cigana já esta morta há anos.
O cavalheiro disse:
- Você esta louco! ela me deu esta moeda! - E contou-lhe todo o romance coma linda moça. Ao terminar, o lenhador disse:
- Senhor, guarde esta moeda, pois isso é a proteção da Cigana mais linda que eu já conheci neste lugar. Ela, em vida, era a protetora dos injustiçados e conselheira no amor.
O cavalheiro disse ao lenhador:
- Quando eu a encontrei, estava com muitos problemas, principalmente no amor, pois tinha sofrido uma desilusão.

O lenhador disse:
- Guarde, então esta moeda com muito carinho, pois Najara irá ajudá-lo.
Quando chegou a casa, o cavalheiro recebeu a notícia de que uma de suas tias iria visitá-lo. Passados alguns dias, a tia chegou, vinha com a filha. Quando o cavalheiro chegou perto da prima para cumprimenta-la, levou um susto - era aquela moça q ele encontrara em seus passeios matinais, o mesmo cabelo, os mesmos olhos, lábios e cor clara. Mas na verdade era sua prima , que viera apagar o sofrimento que ele tivera com a noiva. Najara ajudou o cavalheiro a esquecer a traição. Dali começou seu romance, e vieram a casar-se. Quando nasceu a primeira filha, tinha o rosto de Najara. Então, ele disse:
- Está aí minha Najara.
Essa história foi psicografada pelo cigano Ramão, que em vida, foi o marido da Cigana Najara.

Autoras: Ana da Cigana Natasha e Edileuza da Cigana

CIGANA LEONI

Cigana menina, fala muito de plantas, pois é delas que faz suas magias. Adora o jasmim; diz que ele é originário da Índia.

Hoje, cultivada em quase todas as zonas temperadas, essa flor é valorizada há muitos séculos na antiga Pérsia.

Na China, é considerada sagrada.

Diz Leoni:

A essência dessa flor esta ligada á cura, á afetividade, á maternidade, ao rejuvenescimento e á sedução.

É dessa flor que Leoni faz casamentos e amarrações.

Essa cigana adora o cristal de aventurina, que contem sua energia.
Também gosta de tudo o que é verde, como a esmeralda.

As frutas das magias dessa cigana, depois de cinco dias, são enterradas embaixo de uma planta ou arvore frondosa.

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

CIGANO IGOR

Sou um cigano errante, Filho do sol e da Lua,

Quando nasci, me batizaram , na beira do rio Eufrates, Falaram em meu pequeno ouvido, o meu nome secreto,

Me deram tantas virtudes, das quais me orgulho até hoje.

Andei por muitos caminhos, E não encontrei o que tanto procuro, Mas não me canso de buscar, apesar dos espinhos Que ferem os meus pés , quando ainda está escuro.

Sou o filho da Lua e do Sol, Um pássaro livre a voar,

Estou aqui, ali e acolá,

Realizo caminhadas, sem nunca sequer me cansar.

Pois meu destino é andar e voar.

Voô nos meus pensamentos E vou onde me leva o vento,

Vou ao encontro do amor, Que eu sei que existe em algum lugar.

Preciso de um amor, Para encantar meus dias, Que não me esqueça e me chame,

Que grite bem alto o meu nome e o repita mais vezes... Igor!...Igor!...Igor!....

Vem para mim, vem me amar!

Sou o Rei e sou o Príncipe, de um Reino Universal

Meu reinado nunca acaba, pois a minha coroa é a vida.

Meu reino é feito de amor, de paz e de puro êxtase!

Sou o caminheiro do tempo, pois faço qualquer roteiro.

Pois o importante é nunca parar.

Sou o primeiro e o último de todos os perseguidos

Honrado ou deprezado, odiado ou simplesmente amado.

Sou o ruído e o silêncio :

sou o pranto e a alegria.

Sou o eterno caminho, sou o menino do dia e o amante doce da noite,

Sou o alívio das dores, dos corações que amam, portanto se precisares,

Basta apenas chamar pelo meu nome, nunca esqueça,

o meu nome é Igor!

Me chame..., me chame..., me chame.

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

CIGANA SÂMARA

Moça de cabelos cor de fogo: seu mistério é o fogo.

Adora fazer feitiços com o fogo e a Salamandra.

É com a brasa que ela tem a força.

Ela pega uma brasa na fogueira com as mãos e a coloca na boca.

Isso é o maior feitiço e a mais estranha magia.

Sâmara adora roupas coloridas, feitas de retalhos.

Sua blusa é sempre vermelha e no cabelo sempre leva uma flor também vermelha.

Traz na mão um cristal de jaspe sangüíneo.

Essa cigana tem a força do fogo; não usa cartas, dados ou moedas para suas magias.

Para revelar o passado, presente ou futuro, usa a chama de uma vela vermelha ou a labareda da fogueira.

Quem tem essa cigana precisa ter muito cuidado, pois se a tratar errado, ela ficará agressiva e tornará a vida pessoa um martírio.

Sâmara costuma invocar as salamandras e faz magia com o fogo, sal, pimenta, folha de corredeira-de-aluar, frutos, folhas e capim cheiroso.

Tudo isso é misturado e acrescentado a outras ervas.

Depois, ela embrenha-se no mato para levar sua magia.

Ela gosta de trabalhar na Lua minguante e também no dia 13 de cada mês, as 01:37 hs da manhã.

A cigana Sâmara tem uma cabeça de cobra seca, um sapo seco, um morcego seco e anda sempre com uma coruja cinza no ombro.

Essa coruja tem penduradas no pescoço varias fitas coloridas, cada uma com um guizo pequenino na ponta.

O nome dessa coruja é Feimi, que quer dizer

"Creia em mim¨.

É muito bonito o trabalho dessa cigana.

Só quem vê o seu trabalho é que pode avaliar sua energia.

Como essa cigana é feiticeira, seu trabalho é resolvido em uma hora e trinta e sete minutos.

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

CIGANO TARIN

No acampamento na cidade de Fedala, uma enorme fogueira foi armada.
Era uma linda noite de lua cheia.

O cigano Tarin fez a energização, acendeu a grande fogueira e ofereceu-a à Salamandra.

Tarin ficou perto do fogo, enquanto os ciganos ficavam em circulos ao redor do fogo.

Olhando para as chamas, Tarin começou a falar:

-Salamandra, tu que és o fogo vivo, queima todas as maldades do mundo com tua lingua de fogo e abre os caminhos para os ciganos passarem.

Ó Deusa encantada do fogo, queima todas as impurezas deste mundo.
Neste momento, as labaredas ficaram mais altas e transformaram-se numa mulher com cabelos de fogo.

Aos poucos, a grande fogueira foi ficando normal.
Todos os ciganos bateram palmas.

Então, o cigano Tarin jogou muitas folhas na grande fogueira, a fumaça perfumou o ambiente e os ciganos começaram a dançar ao som dos violinos.

Salve, Salamandra, salve o fogo vivo.

Salve os ciganos.

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

CIGANO MICHEL

Eu fui.

o filho irresponsável, aquele que um dia, traiu a confiança do pai e daqueles que em mim confiavam

Eu fui

o irmão ausente, aquele que não conhecia a união em família e que pouco se importava.

Eu fui

mulherengo, encrenqueiro, apreciava bebidas, mulheres alheias, eu era jovem, vivia uma vida de falsa felicidade.

Eu fui

aquele que não soube respeitar as tradições de meu povo, quando chamava a responsabilidade, eu falhei.

Eu fui

aquele que decepcionou a todos que me amavam, e que sempre me perdoaram. em pouco tempo perdi o respeito de meu pai, perdi o irmão que era o meu ponto de equilíbrio, meu irmão morreu em meus braços, perdi o amor daquela que sempre amei e não sabia. ainda estava em tempo.

Deus em sua infinita bondade me concedeu uma nova chance de saldar meus débitos com o meu povo.

Precisava recuperar o tempo perdido, o respeito de meu pai, o amor da minha vida, honrar o espírito de meu irmão, comandar meu povo, mante-lo unido em busca de novas paragens.

Eu tentei mas meu passado voltou com toda a força, aqueles que um dia prejudiquei, não esqueceram e conseguiram se vingar.

Uma armadilha, uma tocaia e todos os meus sonhos de mudança se perderam eu os perdôo.

Com muito sofrimento, ferido mortalmente consegui chegar ao nosso acampamento.

Minha vida aos poucos escapava como agua entre os dedos. todos sabiam que minha hora chegava pedi perdão aos meus irmão, ao meu povo, a minha amada dalila. logo agora, eu era um novo homem, havia conseguido o respeito de meu pai, o reconhecimento do meu povo, e em meu leito de morte, recebi a mão de minha amada, pelo sangue nos unimos e nada nem ninguém poderá nos separar...

Novamente a justiça divina se fez presente e uma nova chance para que eu pudesse terminar minha missão me foi concedida.

Hoje ao lado daquela que o destino me reservou, volto para pregar o amor, a confiança, a bondade, o perdão.

Estamos aqui para ajudar a todos aqueles que precisam de um conselho, uma palavra de conforto, um carinho.

Não desistam nunca, é a fé que nos mantém unidos e Deus, o nosso Pai Maior, é justo e soberano, através de sua mensageira Santa Sara haverá de nos ajudar nesta nova oportunidade de evolução, rumo a eternidade.

ATÉ UM DIA

MICHEL

Retirado: http://groups.msn.com/CiganosAcaravanadeLuz/espritoscigano.msnw

CIGANA ZAIRA

Espanha! Terra de sonho, sol, flores e músicas, das roupas coloridas do meu povo.

Um príncipe saía escondido do castelo vestindo roupas de plebeu.

Ele queria estar entre os ciganos e assim o fez.

Juntou-se aos ciganos e começou a dançar ao som da música e da alegria desse povo.

Nesta hora, passou a cigana Zaira e disse:

_Vamos dançar.

Ao passar perto dos vinhos, pegou uma caneca para ela e outra para ele.

O príncipe, que naquela hora era um plebeu, disse que, ali, até o vinho comum lhe parecia infinitamente melhor do que o da sua adega.

Zaira rodopiava, mergulhada na musica.

Nos braços dele, seu corpo jovem e belo parecia ter asas e em seu rosto havia satisfação.

Olhando-a, o principe falou:

_Como te chamas, cigana bela?

-Sou Zaira- disse-lhe ela. - E tu como te chamas?

_ meu nome é Sol.

Ela alisou-lhe o rosto com suavidade e disse:

_Não és cigano, quem és? -

Não sou cigano, sou um pobre-coitado.

Ela riu e disse: - Não nos deixaremos mais.

Virás conosco; se não és ninguém, podes ser cigano.

Ele sorriu, pensando:" se eu pudesse"! Mas, por que não? Talves fosse possivel ficar uns tempos com eles; seria fascinante.

A esta altura, ele não se conteve. levou-a para um lugar deserto e, no campo ermo, á luz das estrelas e da Lua, amaram-se loucamente.

Os encontros dos dois foram muitos, até que um dia ela disse: Iremos levantar acampamento amanhã.

Mas ele não poderia ir.

A cigana continuou: - Tu és fidalgo, mas te quero assim mesmo. Vem conosco.

Mas ele disse: - Nada vou te esconder de minha parte.

Eu sou o príncipe herdeiro do trono.

Esquece-me, pois não podemos mais estar juntos - E foi-se afastando.

Zaira olhou para o céu e disse: -

Isto é para que eu aprenda que as ciganas não podem se casar com gajões.

O tempo passou.
Viajando daqui para lá, depois de nove meses, Zaira deu a luz uma menina e veio a falecer.

Essa menina se chamou Zaina e um cigano tomou-a sob sua proteção.

Existe o relato sobre a Zaina e tambem sobre sua filha Zanair. Que apresentaremos em outra pagina.

Retirado do Livro: Mistérios do Povo Cigano Autoras: Ana da Cigana NatashaEdileuza da Cigana Nazira

CIGANO ARTEMIO

É misterioso, poucos sabem sobre sua passagem na Terra.

Trabalha com um punhal, uma turmalina-verde, um espelho, um maracujá pequeno, um tacho de cobre, uma moeda antiga, folha de sândalo, folha de tabaco, muitas fitas coloridas e um lenço de quatro cores, verde-claro, verde-escuro, verde-água, e verde-folha, com uma estrela de seis pontas dourada no meio, com que cobre o tacho.

É com isso que ele faz suas magias, faz amarração e desamarra casos difíceis.

Quando termina o trabalho, manda colocar tudo isso no mato fechado

Salve esse cigano.

Que Bela-Karrano lhe dê permissão para fazer mais e mais suas magias

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

CIGANA VLAVIRA

Ela é a mãe da tribo.

É clara e tem cabelos loiros lisos e olhos castanhos – escuros. Sua saia parece um lenço multicor: mistura vermelho, verde, azul – claro, rosa, branco, amarelo – ouro, lilás, amarelo –claro, amarelo –queimado, verde –claro, verde –escuro, cor de abóbora, verde –abacate, azul –escuro.

Leva na cabeça uma tiara de flores brancas que tem penduradas fitas multicores, iguais á saia.

A blusa é azul –clara e usa no pescoço um cordão um cordão com uma figa de ouro e uma estrela de cinco pontas.

Adora perfumes e leva na cabeça um lenço amarelo –ouro brilhante. Usa um saco onde traz um baralho, vários cristais e moedas.

Adora se sentar perto do rio, que é o fundamento de Wlavira

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

quarta-feira, 25 de maio de 2011

CIGANA POGIANA

Num lindo dia de primavera, a cigana Pogiana caminhava entre as flores do campo, quando encontrou uma macieira toda florida.

Encantada com as flores, ela apanhou algumas e colocou-as nos cabelos.
Desse da em diante, passou a usares de macieira para fazer perfumes.

Hoje ela é um espírito e toda sua magia tem que ter a flor da macieira, o fruto e a essência ou o perfume de maçã.

A cigana Pogiana também adora usar a saia estampada com desenhos de maçãs.
As pessoas que têm esta cigana em sua aura deverão ter sempre uma cesta com maçãs vermelhas e o ambiente onde vivem deve estar sempre energizado com essência de maçã.

Para fazer esta energização, pode-se colocar uma bola de algodão, umedecida com essência de maçã, dentro da cesta de maçãs da cigana.

Pogiana gosta de roupas coloridas, mas a cor vermelha tem que predominar; seus cristais preferidos são o quartzo rosa e a pirita.

Pogiana é a cigana da magia do amor, dos sentimentos; ela tem magia e encanto.

Suas oferendas são sempre colocadas debaixo de uma árvore bem frondosa, quando o Pai-Sol estiver nascendo.

Retirado do Livro Como descobrir e cuidar dos Ciganos dos seus Caminhos - Autora: Ana da Cigana Natasha - Editora Pallas

terça-feira, 24 de maio de 2011

CIGANA YASMIM

Um grupo de ciganos chegou ao Chipre, a pérola do Mediterrâneo.

Conta uma lenda antiga que Vênus, a deusa da beleza e do amor, nasceu das águas espumejastes de Chipre.

Não é difícil compreender por que os antigos acreditavam nesética fabula; a ilha, fulgurante de luz e de cores, circundada por um mar límpido e azul, é realmente um lugar encantador.

E esse lugar tão lindo foi testemunha de um acontecimento com a cigana Yasmim.

O grupo Natasha estava acampado em Limassol, quando as moças do grupo foram para a “água grande”(a praia) para se banhar e se divertir.

Em dado momento, a cigana Nazira veio correndo e gritando desesperadamente:

- A água grande levou a cigana Yasmim!

Correram todos do grupo para a água grande, para socorrer a cigana, mas nada viram: o mar havia tragado seu corpo.

Então, o Kaku revelou a todos que a cigana havia morrido.
O grupo todo se ajoelhou e começou a rezar.

Permaneceram ali para esperar que a água grande devolvesse o corpo da cigana.

Passaram-se vinte e um dias e nada aconteceu.

Quando se completaram vinte e três dias, á noite, a Lua cheia surgiu e clareou toda a ilha.

O cigano Vlaz, que era o pai de Yasmim, foi para a areia e começou a rezar de olhos fechados.

Em dado momento, abriu os olhos e avistou um peixe grande que, pulando, veio em sua direção.

Ele ficou paralisado com o que via.

A cigana Yasmim sai das águas e se dirigia a ele, dizendo:

_ Pai, não fique triste. Eu não sou mais da terra, e sim as água grande.

Não fique esperando meu corpo, porque ele foi engolido pelo peixe grande.

Estou feliz e daqui protegerei todo o grupo Natasha.

Peça a Kaku que levante o acampamento e eu irei levá-los para um lugar que tenha mais terra; e que nunca mais o grupo Natasha acampe num lugar cercado de água grande(em ilha).

Yasmim deu ao pai uma concha grande e pediu que a entregasse ao Kaku como prova de tudo o que ela dissera; e, voltando para a água grande, desapareceu.

Vlaz foi para o acampamento e revelou o acontecido ao Kaku.
Na manhã seguinte, o Kaku revelou o acontecimento para o grupo e resolveram levantar acampamento.
Embora tristes, sabiam que, daquele momento em diante, a cigana Yasmim seria sua protetora na água grande.

Quando os ciganos se despediram de Chipre, o povo da localidade ofereceu para cada cigano um pão.
Essa é uma tradição da ilha.
Depois, os ciganos foram embora de Chipre, viajando em cima da água grande para outros países.
È por esse motivo que o grupo Natasha tem um enorme respeito pelo mar; é por isso, também, que os membros do grupo não energizam pedras em águas salgadas e evitam se banhar no mar.

No dia 02 de fevereiro, o grupo Natasha leva para o mar presentes para a cigana: comida, doces, Frutas, perfumes, pó-de-arroz, sabonete.
Também faz um coração de flores brancas e oferece a Yasmim nas águas grandes.
Todo o grupo se ajoelha na areia da praia e reza em agradecimento, pedindo proteção.
Fazem isso porque essa história se passou no dia 02 de fevereiro de 1902, quando o Kaku era o cigano Romão, avô da cigana Yasmim.

Yasmim tinha pele clara, cabelos e olhos pretos.

Suas Roupas
Iasmim usava vestido longo na cor azul-celeste, com mangas bufantes que iams cotovelos.

Seus Adereços

Ela trazia na cabeça, em dias de festa, um diadema de pérolas.
Nas orelhas usava brincos de ouro, com águas-marinhas e pérolas.

Sua Magia

Essa Cigana fez a passagem muito jovem, mas já tinha suas cartas com os símbolos do seu clã.

A fase da Lua da sua preferência era a cheia.
Suas oferendas devem ser colocadas sempre em frente ao mar e, se for possível, sempre no dia dois de fevereiro: foi nesse dia que foi para o mundo espiritual, no mar, próximo a Ilha de Chipre.
Nunca devem ser colocadas velas coloridas para essa Cigana, pois ela só aceita velas azuis.

Autora: Ana da Cigana Natasha
Livro: Ciganos do Passado Espírito do Presente
Editora: Pallas

CIGANA WLANASHA

É uma cigana linda, de pele clara e cabelos amarelados que lembram uma espiga de milho e que brilham como ouro, quando em contato com o sol.
Wlanasha só usa roupas de cor amarelo ouro e com muito brilho.
Seu metal preferido é o ouro; seu cristal é o topázio.

No pescoço usa um cordão de ouro, que tem no centro um topázio em forma de pirâmide. Usa no pulso um lenço amarelo, amarrado e com as pontas soltas.

Na cabeça usa um lenço dourado e brincos de ouro, em forma de leque.
Enquanto esta incorporada, segura na mão uma rosa amarela.
As velas e as rosas em sua magia são sempre amarelas.

Ela não faz magia para o mal; suas magias preferidas são aquelas
feitas para defesa contra armadilhas dos inimigos e contra a inveja.
Wlanasha manuseava suas cartas desde os seis anos de idade.

A fase da Lua de sua preferência era a crescente.
Wlanasha, a cigana preferida de Bel-Karrano (Deus-Céu) é irmã gêmea
do cigano Wladimir.
Por isso, sempre que entregamos uma oferenda para a cigana Wlanasha, temos de entregar outra para o cigano Wladimir.
AUTORA ANA DA CIGANA NATASHA

CIGANO TIAGO

Tiago era umcigano sábio pertencente a caravana da luz de Wlanasha e Wladimir, os guardando dos males do mundo.

Realiza seu trabalho auxiliando-nos encarnados e desencarnados na busca da sabedoria, estabilidade e na firmeza das ações.

Vitaliza na essência de cada um a perseverança das nossas provações, direcionando-nos no sentimento da fé.

Quando quiser conversar com ele acenda uma vela amarela e um incenso de rosas amarelas.

Juntamente com um copo de água se estiver passando por chateações.

Cigana Miroan é sua companheira desde muitas vidas.

Ela cuida da família, dos sentimentos, da saúde e do amor incondicional.

Trabalha assim com velas de cor rosa.

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

CIGANA MELANI

Moça bonita e elegante, com porte de rainha, adora fazer magia de amor.

É muito fina e educada e adora ouro e brilhantes.
Sua erva é o absinto, um planta originária da Europa Central e Meridional.

No século XV, na Inglaterra, essa cigana fazia uma porção mágica com óleo extraído do absinto; ela garante a força para os amantes.

O perfume dessa erva transmite harmonia, inspiração, amor e intuição.

Essa cigana é pouco conhecida no Brasil, mas existem pessoas que têm em sua aura essa moça elegante.

A fase da Lua mais forte para essa cigana é a crescente.

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

CIGANA LEONI

Cigana menina, fala muito de plantas, pois é delas que faz suas magias.

Adora o jasmim; diz que ele é originário da Índia.

Hoje, cultivada em quase todas as zonas temperadas, essa flor é valorizada há muitos séculos na antiga Pérsia.

Na China, é considerada sagrada.

Diz Leoni:

- A essência dessa flor esta ligada á cura, á afetividade, á maternidade, ao rejuvenescimento e á sedução.

É dessa flor que Leoni faz casamentos e amarrações.

Essa cigana adora o cristal de aventurina, que contem sua energia.

Também gosta de tudo o que é verde, como a esmeralda.

As frutas das magias dessa cigana, depois de cinco dias, são enterradas embaixo de uma planta ou arvore frondosa.

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

CIGANA CARMENCITA

Carmencita é uma cigana espanhola, da Andaluzia.
Usa roupas coloridas, sem preferência de cor.

Não dispensa os colares, os anéis e as pulseiras.

Suas argolas são sempre de ouro.

Adora tocar castanholas, principalmente quandça ao redor da fogueira.

Ela não dispensa um pandeiro com fitas finas e coloridas.

Todas as pessoas que têm esta cigana em sua aura jogam cartas e patacas; têm também um cristal de malaquita, que Carmencita não dispensa para suas magias.

Suas oferendas são sempre feitas aos sábados, até as 10 horas da manhã e com o Sol iluminando o planeta Terra.

Nunca coloque oferendas para Carmencita em um dia nublado.

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

CIGANA ROSA MARIA

A Rosamaria, é sensível, se apresenta ligada às artes e à beleza, e uma de suas especialidades é trabalhar com aromas.

Já tem o nome de flor (Rosa) porque adora perfumes e aprecia a beleza e a harmonia.

A responsabilidade de Rosamaria é levar até Luciana as informações referentes ao plano espiritual para que ela possa sempre manter seu elo com o cosmos sem se deixar levar pela vaidade ou ganância, uma vez que dotada de qualidades para pensar só em si mesma, ela possa em alguns momentos, se trancar em si mesma e esquecer de praticar a caridade ao próximo.

Podemos então deduzir que, os mentores são espíritos responsáveis pelo equilíbrio energético de cada um, por isso uma pessoa pode ter só um, outro terá vários, porque de acordo com cada ponto a ser tratado, muitas vezes será necessário espíritos com perfis diferentes e especializados em cada situação para ajudar a pessoa a conseguir trilhar sua evolução.

E claro, desde que, com a anuência divina (seu pedido sempre é atendido por Deus).

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

CIGANA SAMYA

Samya é uma cigana bastante alegre, mas é de personalidade forte e muito consciente de si.

Ela é ciumenta também, pois ela cuida de tudo que pertence ao seu(a)protegido(a) com muito zelo e carinho.

Da mesma forma que ela é ciumenta, ela é carinhosa, porque pra ela tudo vem em intensidade.

Mas ela tem consciência de seu papel no universo e sabe que tem limites a serem respeitados.

Ela gosta de boa comida, de aromas chamativos na cozinha, de incenso, de perfume francês (ela é chique no úrtimo) e adora coisas coloridas e pedras preciosas (isso quando ela tinha vida terrena claro) hoje ela vê isso tudo de outra forma.

Ela é uma excelente feiticeira... gosta de trabalhar com cura por cristais, pedras e com chás.

Samya é perfeccionista e materna, e não gosta que ninguém mexa com seus protegidos.

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

CIGANA MAMIORI

Cigana Curandeira

Conta uma lenda cigana que, séculos atrás , existiu uma cigana que tinha o poder de detectar e curar qualquer tipo de enfermidade, tanto física quanto espiritual, e que seu maior sonho era ser mãe.

Era casada há muitos anos e não conseguia engravidar. Um belo dia , ela observava as crianças brincando no acampamento e foi invadida por uma profunda tristeza. Chorou .

Avistando um arco-íris , pediu a Deus que lhe concedesse a graça divina de ser mãe e prometeu que , se alcançasse esse milagre , dedicaria sua vida a ajudar as mulheres no parto e a curar os que possuíssem qualquer tipo de moléstia ,tanto física quanto espiritual. Deus ,em sua infinita bondade,lhe concedeu sete filhos.

Após o nascimento de seu primeiro neto , em cujo parto ela ajudou , a cigana abençoou a todos de acampamento e dirigiu-se para a floresta ,onde brilhava ao longe um arco-íris .

Nunca mais foi vista . Toda vez que um cigano adoece e avista um arco-íris ele invoca o espírito da Mamiori.

Ela é considerada a mensageira da cura , a dona das sete ervas. Acreditamos que através do arco-íris ela vem visitar o mundo terreno, abençoando a todos com a maior riqueza que o ser humano pode possuir. A SAÚDE!!!

Retirado do livro: "Como descobrir e cuidar dos ciganos dos seus caminhos"
ANA DA CIGANA NATASHA

CIGANA KERUMÃ

Era o dia 26 de agosto de 1098. Em Timisoara, cidade da Romênia, um grupo de ciganos ali acampados fazia seus rituais de energização da Lua Cheia, em torno de uma fogueira.
De repente, a noite, que era de céu claro e estrelado, tornou-se escura. Um forte e estranho vento invadiu o acampamento, agitando a lona de todas as tendas, como se quisesse transmitir uma mensagem.
A velha Zíngara chamou insistentemente por Pavalov, para avisar que Karim, sua mulher, acabara de dar á luz a uma linda ciganinha, que vier ao mundo envolta em uma pele amarelo-dourado, mais parecendo uma gema de ovo.
Embora seu coração carregasse uma felicidade imensa, Pavalov também estava envolvido por uma dúvida; por isso, perguntou a velha Zíngara o que seria feito daquela estranha pele que envolvera a pequena Kerumã, sua primeira filha.
Zíngara pediu ao cigano um pedaço de sua camisa. No retalho colocou um pedacinho da estranha pele que protegia a ciganinha, dizendo a Pavalov:
"Vou fazer um talismã que você entregará à Kerumã quando ela fizer 15 anos".
O tempo passou e na festa de 15 anos da linda ciganinha, seu pai colocou-lhe no pescoço um cordão de ouro cujo pingente era o talismã que a velha Zíngara fizera no dia do seu nascimento.
A partir daí, a cada ano q se passava, Kerumã ficava cada dia mais linda e, durante sua passagem pelo planeta Terra só conheceu a sorte. Sua disposição para o trabalho e a felicidade que irradiava para seu povo cigano eram invejáveis.
Não existiu em seu grupo, cigana mais linda e feliz q ela.

Retirado do livro: "Como descobrir e cuidar dos ciganos dos seus caminhos"
ANA DA CIGANA NATASHA

CIGANA SAMILA

Samila tem 21 anos é uma cigana muito carinhosa.

Nasceu na Polonia mais ou menos entre 1849 ou 1855 não temos total certeza.

Samila gosta da leitura de mãos, e não é cartomante adora dançar.

Usa normalmente a cor azul misturado com o prata ou o cobre com medalhas em seu corpo gosta tambem muito de peças para colocar no tonozelo que faça barulho (guizos)

As frutas vermelhas são as que mais ama.

O clã de origam da familia viajou muito pelo mundo com isso ela poderá usar de varios idiomas até mesmo o portugues.

Salve a cigana Samila

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

CIGANA SARITA

Era morena, de cabelos e olhos pretos.

Usava os cabelos presos em uma trança que caía pelo lado esquerdo do pescoço, indo até a cintura, e que tinha as pontas enfeitadas com fitas finas coloridas.

SUAS ROUPAS
Sarita usava blusa vermelha, curta, com mangas bufantes.

Na cintura levava uma faixa de várias cores.

A saia era feita até a metade com pano estampado; o resto era de pano liso amarelo, montado em babados cujas barras eram recortadas em bicos.
SEUS ADEREÇOS
Ela usava na cabeça um lenço estampado, predominando o amarelo-ouro; em dias de festa punha em cima do lenço uma tiara de flores vermelhas.

No pescoço ela trazia muitos colares de pedras em várias cores, predominando a vermelha.

Nas orelhas usava grande argolas de ouro; no dedo indicador da mão direita, um anel de ouro com um rubi e no mesmo dedo da mão esquerda, um anel de ouro com um topázio amarelo.

SUA MAGIA

Para unir um casal com filhos que se separou a cigana Sarita costumava fazer o seguinte: em um pote de barro com tampa ela colocava água de rio e triturava a semente do timbó-mirim (ou anileira verdadeira), produzindo uma água azulada (também se pode utilizar anilina azul para confeitos).

Nessa água ela colocava um papel com o pedido para juntar o casal, adicionava açúcar e um punhado da erva amor-agarradinho e, então, tampava o pote.

Em seguida, acendia duas velas amarelas em cima da tampa e dizia:

“Junte estas pessoas novamente, Santa Sara, pois eles tem (dizia o número de filhos) filhos que não pediram para vir ao mundo.” Ela repetia esse pedido por sete dias seguidos.

Depois, enterrava o pote próximo de uma arvore frondosa e frutífera.

A fruta da sua preferência era maçã vermelha, e a fase da lua era a cheia.

Autora: Ana da Cigana Natasha
Livro: Ciganos do Passado Espírito do Presente
Editora: Pallas

CIGANO JUAN

É o cigano dos mistérios e da magia do mal. Trabalha com uma panela de pedra. Ali ele coloca um boneco e faz sua magia. Embora seja o único cigano que faz magia do mal, é um bom protetor. É um companheiro para todas as horas. Este cig meu companheiro, é o meu zelador dos meus caminhos e da minha Tsara. Ruan adora comer pimenta; sua preferida é a pimenta-do-reino. A esse respeito, ele diz:
- É de coisa quente que se faz magia.
Esse cigano é perigoso. É muito difícil engana-lo, pois é muito desconfiado. Ele nunca olha nos olhos dos outros. Sua roupa é toda vermelha. Ele é moreno, tem cabelos e olhos pretos e usa 21 punhais de prata.

RETIRADO DO LIVRO MISTÉRIOS DO POVO CIGANO – ANA DA CIGANA NATASHA E EDILEUZA DA CIGANA NAZIRA – EDITORA PALLAS .

CIGANO FÁBIO

Este cigano é uma sumidade quanto ao conhecimento na área da Justiça. Se vc tiver algum problema judicial, pode pedir pelo Cigano Fabio, que ele conhece as leis do Brasil e as leis dos acampamentos ciganos, ele era um espírito Barô (Líder) de acampamento cigano e por isso ele presidia o Chris Romani do povo dele (o Tribunal Cigano).

Não sei se vcs sabem, como os ciganos estão fora do contexto nacionalista nos locais onde se fixam, eles têm o tribunal próprio que rege as leis internas do acampamento, chamado Chris Romani. No caso do Fabio, foi cigano encarnado no Brasil, conhece as leis brasileiras e foi advogado.

Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

CIGANA DO EGITO - FLOR DE LÓTUS

Conheço CIGANA FLÔR DE LOTUS, cujo seu nome verdadeiro, não me acho no direito de revelar, no entanto, posso dizer a você, que em todas as suas Incorporações, usa em seu braço esquerdo, uma pulseira e um bracelete de ouro. Veste-se com roupas de teciransparentes, túnicas e saias separadamente, de pouco falar de muito exigir.
Reza a sua Lenda, que foi abandonada por sua mãe, e que viveu até os seus 16 anos de idade, como escrava de um Faraó.
Desencarnou com uma doença grave de pulmão, hoje conhecidamente como Tuberculose.
Quanto aos seus restos mortais, o que impressionou, foi o fato, de que apesar de ser sepultada como simples escrava, seus olhos e seu útero, permaneciam intactos. É a Cigana que cura os problemas de visão, e dá fertilidade as mulheres estéreis.
Viveu na era Antes de Cristo. Fato que faz com que ela tenha alguma rejeição em relação ao Cristianismo.
Quem descobre o Segredo da FLÔR DE LOTUS, descobre a Chave da Plenitude da Vida Eterna. Descobrir o Segredo da FLÔR DE LOTUS é antes de tudo, não ter medo do que terá que enfrentar.
A FLÔR DE LOTUS é a certeza que precisamos de tudo e de todos para existirmos, ou seja, por mais que pareçamos independentes, só existimos porque as coisas em nossa volta existem. Algumas vezes sozinho, mas nunca solitários. Outras vezes triste, mas nunca deprimidos."

Eis o PONTO

Tantas vezes quis
Tantas vezes pedi
De nada adiantou
Precisei olhar para cima
Acreditarem mim
E eu sorri para o sol
Para a lua
Bem disse a chuva
Bem disse aos ventos
Areias escaldantes
Queimaram meus pés
E assim aprendi
Que sou filha do tempo, do Faraó, de Alá, de Jeová...
E assim aprendi
A Vida é minha mãe
Mas é a Morte
Que me consola e me ampara
Quando minha mãe se despede...
Estar vivo é a grande certeza de que o Universo conspira a nosso favor!

PELO ESPIRITO PHILLERMON - TRANSCRITO PELO MÉDIUM ALEX DE OXÓSSI (2003)

CIGANA SULAMITA

Adora trabalhar só com frutas e com as folhas dos pés das mesmas frutas. Faz sua magia com folhas de maça, para o amor; folhas de pêra, para a saúde; folhas de uva, para união; folhas e flores de mamão, para afastamentos; umbigo de banana, para feitiços; folha de fruta-de-conde, para aproximação; folhas de laranja, para acalmar fúrias; folhas de caqui, para tirar o mal. Ela gosta de trabalhar com a fogueira, jogando nela as folhas secas, conforme o problema de cada um.
Sua pedra preferida é o quartzo-citrino, amarelo-ouro. Ela faz uma amarração para casamento colocando um pedaço desse cristal em cima de cada uma das folhas de maça, fruta-de-conde e uva-verde com que trabalha; depois, joga por cima flores de laranjeira. Ela afirma que o casamento sai antes de três Luas cheias.
Sulamita, que Bel-Karrano (Deus-Céu) ilumine muito seu espírito para que você possa ajudar quem precisa de sua ajuda.

Mistérios do Povo Cigano de Ana da Cigana Natasha e Edileuza da Cigana Nazira. Ed. Pallas.

CIGANA SILVANA

UMA FOGUEIRA DE LUZ

Sabíamos que ela existia, que era perigosa, que matava muita gente por onde passava, mas eram apenas palavras que chegavam até nós trazidas por amigos de outras paragens e refugiados da guerra.

Por volta de 1915 ela adentrou em nosso acampamento, e tudo que diziam era verdade, meu povo quase foi dizimado por ela.
Os mais velhos e as crianças foram suas primeiras vitimas, a tradição teve que ser esquecida e os mortos eram enterrados rapidamente para não contagiar aqueles que ainda não tinham a doença.

Nesta época eu devia ter 15 anos e a vida sorria para mim, logo iria me casar com aquele para o qual eu fora prometida desde o meu nascimento, na verdade os preparativos e a festa já estavam em andamento, nosso país graças a Deus não estava participando da guerra que atingia toda a Europa e ela chegou sem ser convidada.

As mortes começaram a acontecer, em pouco tempo dezenas de irmãos partiram para a eternidade, não sei explicar porque fui poupada, estive ao lado daqueles que contraíram a doença, ajudei como pude, mas meu povo não tinha como escapar desta assassina.

O que um dia foi o acampamento cigano em muito pouco tempo virou um cemitério, poucos de nós escaparam, perdi todos que eu amava, ela levou minha mãe, meu pai, dois dos meus três irmãos, meus tios, meus amigos e aquele que um dia seria o meu marido.

Assim como chegou ela partiu deixando um rastro de morte e desolação, nós os sobreviventes partimos deixando tudo para trás, colocamos fogo no pouco que havia restado do que um dia foi chamado de nosso lar, ao longe dava para avistar a fumaça negra que consumia o nosso acampamento.

Éramos em talvez vinte ou mais pessoas que fugiam apenas com o que pudemos carregar, água mantimentos, a roupa do corpo e algumas moedas.

Pela estrada o que se via eram apenas outras pessoas que como nós haviam conseguido escapar da morte e muitos não iriam terminar a viagem.

levavam com eles os sintomas da praga e com certeza iriam contaminar aqueles que estavam juntos na estrada fugindo do inimigo invisível.

Lívio um dos poucos homens de nosso acampamento que havia sido poupado assumiu a chefia do grupo e disse que deveríamos deixar a estrada e procurar um lugar para montarmos nosso novo acampamento.

Todos concordaram afinal estavam cansados da caminhada, a sede e a fome já faziam parte do nosso grupo e alguma coisa tinha que ser feita.

Nos afastamos da estrada e entramos em meio a um bosque em busca do local, depois de uma boa caminhada encontramos uma clareira e paramos, não dava para descansar, portanto foram distribuídas tarefas para todos.

Meu irmão Niko teve a incumbência de encontrar água, outro cigano ainda jovem de encontrar comida e os outros ficaram para montar as barracas com galhos e folhas que haviam por toda nossa volta.

Naquela noite a sorte parece que se lembrou da gente, meu irmão voltou dizendo que havia encontrado uma fonte, ainda tínhamos mantimentos que iriam durar alguns dias e uma pequena fogueira foi acesa para aquecer os alimentos e a todos nós.

Mal sabíamos que aquela pequena fogueira iria mudar a vida de muita gente, apesar de pequena parecia um farol iluminando a noite e atraindo quem passava na estrada.

E eles foram chegando, pedaços do que outrora foram famílias, algumas crianças sem os pais, homens que haviam perdido a razão de viver, todos eram atraídos por aquela pequena fogueira e nós nos desdobrávamos para atender a todos e tentar dar um pouco de conforto para aquelas pessoas.

Ciganos e gadjes juntos na desgraça, o preconceito foi esquecido, o amor à vida era maior que tudo.

Outros ciganos chegaram com suas carroças e montaram suas tendas, havíamos criado uma comunidade onde todos se respeitavam.

Em pouco tempo àquela clareira ficou pequena, arvores foram derrubadas e com a madeira construíam barracos.

Um dia chegou uma carroça de um comerciante com mantimentos e ele montou seu pequeno negócio, outros comerciantes também se instalaram por ali e a clareira foi aumentando até chegar a estrada.

No principio Lívio comandava e organizava aquela gente, mas com o passar do tempo ninguém dava atenção as suas palavras, o nosso pequeno acampamento estava virando um vilarejo, e crescia todo dia.

Agora a estrada passava no meio do local, já haviam barracos do outro lado da estrada, a mudança era muito rápida, onde antes eram barracos casas eram levantadas do dia para a noite, comerciantes das cidades vizinhas traziam mercadorias para comercializar ali e o povo cigano foi ficando distante, continuávamos no mesmo lugar, o que antes era o centro da clareira hoje era um canto esquecido.

Os ciganos que chegaram permaneceram unidos, assim nosso acampamento continuava apesar de tudo, aquelas crianças que chegaram até nós sem os pais continuavam com a gente, os outros foram se afastando e se integrando o vilarejo.

Só se lembravam do povo cigano quando alguém adoecia, mulheres em trabalho de parto eram levadas para os ciganos e acabei virando parteira, mãe das crianças órfãs, amiga daqueles que perderam tudo.

Nossa pequena fogueira era acesa todas as noites, mas já não fazia o mesmo efeito de outrora, muitas outras eram acesas pelos gadjes e o que se via era muita fumaça cobrindo o céu estrelado.

Meu sonho de um casamento feliz ficou no passado, se meu pai não mais podia me ver casando, se meu noivo estava na eternidade jurei jamais me casar e cumpri esse juramento até o fim dos meus dias.

A guerra finalmente terminou e todos comemoraram, alguns voltaram para seus paises de origem, outros ficaram por aqui, afinal era um porto seguro, a doença jamais chegou até nós mas, continuava matando em todo o mundo.

Aquela comunidade que existia estava acabando, o amor foi se distanciando, a intolerância voltou, ser cigano passou a ser sinal de raça inferior e abandonados na periferia daquele vilarejo íamos levando nossa vida.

Nossa vida foi ficando insustentável, se acontecesse um roubo no vilarejo colocavam a culpa nos ciganos, gadjes bebiam em demasia e vinham perturbar a nossa paz, ciganas eram desrespeitados em plena luz do dia, os comerciantes cobravam mais caro do meu povo, de repente nós éramos os intrusos e tudo faziam para demonstrar isso.

Então certa noite quando estávamos todos a beira da nossa fogueira Lívio disse:
- Aqueles que forem ciganos e também aqueles que hoje se consideram ciganos estão convidados, meu grupo vai partir amanhã, nosso lugar é na estrada e Santa Sara como sempre vai estar com a gente nesta jornada, portanto aqueles que quiserem preparem suas coisas vamos partir, vamos em busca daquilo que todo não cigano inveja, vamos aproveitar a nossa liberdade, acordar com o sol e dormir com as estrelas.
A resposta ao comunicado de Lívio foram gritos, palmas e todos começaram a arrumar suas coisas e no dia seguinte aquela mesma fogueira que ainda mostrava sinais de vida da noite anterior foi definitivamente apagada para renascer em outro lugar em outro acampamento.

A caravana cigana estava outra vez na estrada deixando para trás uma pequena cidade.

Sou Silvana.

A amiga das piores horas.

Sou a parteira na entrada da vida.

Sou a mãe dos esquecidos.

Sou a conselheira.

Sou o abrigo.

Mas antes de tudo sou cigana.

AUTOR: Gidelson E. da Silva

CIGANA ZORAIDE

O Grupo de Zingra (ciganos) chegou a Casablanca.

Zaida e Zoraide foram logo para a cidade e lá encontraram pessoas de todas as raças e credos.

Um moço árabe, curioso por natureza, chegou perto de Zaida e Zoraide e passou a examinar tudo o quanto dizia a respeito às recém-chegadas.

Zaida não ligou, mas Zoraide, atrevidamente, perguntou-lhe:

- Nunca viu uma cigana?

O moço disse:

- Já vi muitas, mas não tão bonitas como você.

Zoraide, mais atrevidamente, respondeu:

- Não é para os seus olhos, árabe.

O moço, então, disse:

- Você vai sofrer muito na vida, pois no seu coração só existe rancor. Por dentro, você é feia. – E afastou-se.

Zaida e Zoraide foram para o acampamento, pois iriam no outro dia para Rabat.

De manhã, levantaram acampamento.

A caminhada foi difícil.

A caravana de cameleiros passava nos maciços rochosos onde implacáveis e terríveis ventos sopravam, embora o céu estivesse azul.

Foi difícil, mas chegaram a Rabat.

Diferente de todos os demais, o mercado oferecia aos compradores sobretudo lãs e tapetes.

Esse mercado ficava num pátio cercado de paredes recobertas de vegetação, com muitas flores e trepadeiras.

Lá se viam mercadores que decantavam anunciando suas mercadorias.

Zaida e Zoraide ficaram deslumbradas com todas as coisas.

Não foi muito difícil misturar-se ao povo, pois as mulheres envergavam o clássico traje árabe, com uma única túnica longa até os pés, a cabeça coberta e o rosto oculto por um véu.

Lá, Zoraide conheceu Mustafá.

Logo se interessou por ele e ele por ela.

Zoraide era muito interesseira e logo se aproveitou dele, pedindo presentes assim que começou o romance entre os dois.

Zaida não gostou muito: sabia que sua filha não ficaria com ninguém, pois seu coração era muito ruim e ela só iria brincar com aquele moço, mas Zaida não podia fazer nada.

Zoraide largou o acampamento e seguiu com o moço para Fedala, uma cidadezinha costeira entre Casablanca e Rabat.

Com o passar do tempo, entretanto, Zoraide viu que Mustafá não iria dar-lhe mais presentes, pois não tinha mais dinheiro.

Como era interesseira, largou Mustafá e voltou para Rabat.

Lá chegando, começou um romance com o vendedor de tapetes do mercado.

Mustafá não se conformou e foi à procura de Zoraide.

Em Rabat, estava acampado um grupo de ciganos, o grupo de Zingra que Zoraide abandonou.

Zaida foi ao encontro da filha, pois tinha tido um aviso de que Zoraide iria sofrer algo de ruim, mas que ela não poderia evitar, já que Zoraide era muito leviana e iria pagar essa conduta com a vida.

Neste mesmo instante, Mustafá chegou a Rabat.

Logo encontrou Zoraide, pegou-lhe pelo braço e disse:

- Cigana, você é minha.

Zoraide disse:

- Não sou de ninguém, sou livre como os pássaros.

Não tenho culpa de ser tão bela.

Não te quero mais, vai embora da minha vida.

Mustafá disse:

- Cigana, então iremos morrer juntos.

Pegou um punhal e concretizou o que dissera.

Zaida chegou tarde demais.

Abraçou o corpo da filha e disse:

- Sabia que esse era o seu fim.

Não se brinca com os sentimentos dos outros.

Zaida levou o corpo de sua filha para o acampamento.

Lá chegando, fizeram uma grande fogueira e queimaram o corpo de Zoraide.

O Rei Ruan soprou as cinzas na relva e disse:

- Espírito de Zoraide, que seja purificado para vir à terra ajudar as pessoas com muito carinho e amor.

É por isso, meus leitores, que a cigana Zoraide hoje vem nas auras com muita doçura e meiguice.

Essa cigana é quem transmite paz, amor e carinho àqueles que a procuram, pois o seu espírito foi purificado de todas as coisas ruins que fez na Terra.

Retirado do Livro “Mistérios do Povo Cigano” da Ana da Cigana Natasha e Edileuza da Cigana Nazira.

CIGANO RAMIRES

No dia 24 de maio de 1577, o velho cigano Bergem casou-se com a jovem cigana Gênova, formando assim, mais uma família cigana. No dia 28 de maio de 1578 nasceu a primeira filha do casal, que levou o nome de Huélva. O casal era muito feliz com sua pequena filha.

Algum tempo depois, Gênova engravidou novamente e, no dia 24 de junho de 1580, para completar a felicidade do casal, nasceu um menino, no qual Gênova colocou o nome de Ramires. Assim se completou o grupo familiar de Bergem e Gênova, formado por quatro pessoas. Bergem era muito mais velho do que sua esposa, mas eles eram um exemplo de felicidade e amor.

Quando Ramires estava com quatro anos, no ano de 1584, sua família ia para Madri e, no meio da viagem, o tempo mudou e caiu uma forte tempestade. As carroças do comboio deslizavam na estrada cheia de lama e poças d’água; a escuridão era imensa.

Em dado momento, todos escutaram um barulho muito forte: uma das carroças tinha virado. Era um quadro desesperador. O velho cigano Bergem, sua jovem esposa Gênova, sua filha Huélva, de apenas seis anos, e seu filho Ramires, de apenas quatro anos de idade, estavam debaixo da carroça.

O cigano Pedrovik, irmão de Bergem e chefe do grupo, veio logo socorrer o irmão e sua família; mas, infelizmente, não pôde fazer mais nada, além de desvirar a carroça e colocar dentro dela os corpos do irmão, da cunhada e da sobrinha. Só o sobrinho estava vivo, sem nenhum arranhão no corpinho.

Pedrovik tomou conta de pequeno Ramires que, daquele dia em diante, tornou-se uma criança diferente. Ele ficava sempre isolado, vivia só, seu comportamento era bem distinto do dos outros meninos do grupo.

O tempo foi passando. Ramires tornou-se homem feito. Mas era de poucas palavras, seu comportamento continuava estranho, não mudara nada desde o tempo de criança, quando ficava isolado de todos.

Certo dia, seu tio Pedrovik chamou-o na tenda e disse:

“- Vamos conversar, meu filho. Já és um homem

eu decidi que irás casar com a minha protegida Zanair, neta da falecida Zaira.”

Ramires não teve escolha e assim foi concretizado o casamento, no dia 8 de abril de 1610, quando era plena primavera em Madri.

O casamento, realizado por Pedrovik, seguiu o ritual tradicional. Zanair estava belíssima com uma túnica rebordada de pedras reluzentes, a saia muito rodada que reluzia com os reflexos da fogueira, e uma coroa de flores naturais em tons claros na cabeça.

Depois de realizado o ritual de união dos dois, Pedrovik deu ao casal dois potes cheios de grãos, para que nunca faltasse alimento na sua tenda. Em seguida, Zimbia Taram, uma cigana idosa do grupo, cortou um fio de cabelo de Ramires e outro de Zanair; colocou-os dentro de um copo de cristal junto com os fios de crina de cavalo e de égua e outros objetos; e fez a magia do amor para que sempre houvesse sexo entre o casal, e para que eles tivessem muitos filhos.

Passados nove meses do casamento, Zanair deu à luz um lindo menino, a quem deu o nome de Izalon; e de ano em ano ela dava à luz mais um filho. Ela teve ao todo nove filhos, três meninos e seis meninas, que nasceram na seguinte ordem: Izalon, Pogiana, Tarim, Tainara, Tamíris, Diego, Thaís, Lemiza e Talita.
O fundo do coração de Ramires sempre foi um mistério. Ele teve de se adaptar à vida de família, superando muitos traumas da infância; entretanto, a seu modo, foi um esposo carinhoso. Foi também um ótimo pai, e criou seus filhos com muito amor e carinho.

Os membros dessa família desceram pela primeira vez à Terra como espíritos no ano de 1910..

Esse cigano era moreno-claro, de cabelos pretos lisos e olhos esverdeados.

SUAS ROUPAS

A roupa preferida de Ramires era blusão branco com mangas compridas fechadas por abotoaduras de ouro em forma de botões. Por cima desse blusão ele usava um colete de veludo verde rebordado com pedrinhas coloridas. Na cintura trazia uma faixa dourada, na qual prendia o seu punhal de prata com cabo de esmeralda. Sua calça era de veludo azul-turquesa.

SEUS ADEREÇOS

Ramires costumava usar na cabeça um lenço vermelho amarrado para o lado esquerdo. Na orelha direita trazia uma pequena argola de ouro; e no pescoço, um cordão de ouro com uma moeda de ouro antiga como pingente.

SUA MAGIA

Ramires fazia magia com dois espelhos em forma de triangulo. Ele os colocava no chão, um deles com uma das pontas voltadas para o Sul. Em cada ponta desses espelhos ele acendia uma vela branca e, no meio deles, colocava um copo com água e um cravo branco. Em seguida, ele pedia a Diuela que curasse uma pessoa doente.

A fase da Lua da sua preferência era a cheia.

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